ECOLOGIA DE SABERES: DA DECOLONIALIDADE À FORMAÇÃO DO SUJEITO ECOLÓGICO NO TERRITÓRIO QUILOMBOLA BREJÃO DOS NEGROS, SERGIPE

MARCIO ERIC FIGUEIRA DOS SANTOS
MARCIO ERIC FIGUEIRA DOS SANTOS
Resumo:
Diante das inúmeras violências coloniais de bases epistêmicas, ontológicas e econômicas originadas no paradigma da modernidade e que culminam na crise socioambiental, no racismo (estrutural/ambiental), exploração, expropriação, desigualdade e fascismo social, apagamento e desvalorização das histórias, saberes/conhecimentos, identidades, cosmovisões tradicionais e dissociação entre o ser humano e natureza, compreender e tecer caminhos a partir de um diagnóstico participativo e de uma Educação Ambiental Crítica/Decolonial que auxilie na valorização e/ou construção de um ecossistema decolonial para o bem viver nos territórios passa a ser o caminho para o estabelecimento de um ideal ecológico, da interculturalidade, democracia e da justiça cognitiva e social. A pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para Ensino das Ciências Ambientais – PROFCIAMB, intitulada como “Ecologia de Saberes: da decolonialidade à formação do sujeito ecológico no território quilombola Brejão dos Negros, Sergipe” teve como participantes 29 pessoas das 30 vagas disponíveis para a faixa etária entre 12 e 80 anos da comunidade Santa Cruz, localizada no território quilombola Brejão dos Negros (Brejo Grande – SE). Fiando toda metodologia a partir da aliança entre o Pós-Estruturalismo, a Pesquisa-Ação e a Aprendizagem Baseada em Projetos, teve por objetivo compreender as dinâmicas territoriais, saberes tradicionais e aspectos da multifuncionalidade da agricultura camponesa da Comunidade Santa Cruz à luz da decolonialidade e propor soluções ou propostas para os problemas, impactos e/ou injustiças socioambientais, tendo como frutos o app EcoGuardiões da Comunidade e artefatos produzidos pelos/pelas participantes. Observa-se na colcha de resultados que foi possível auxiliar no processo de sensibilização/conscientização dos sujeitos e obter no processo de aprendizagem e diagnóstico local desde a caracterização da área de estudo, as especificidades socioambientais, produtivas, etnobotânicas e econômicas, até as carências e potencialidades do Turismo de Base Comunitária, pertinentes à multifuncionalidade da agricultura camponesa. Assim como indicar, idealizar e construir soluções ou propostas para os problemas, impactos e/ou injustiças socioambientais, tendo como frutos, além do app, a manifestação contra o racismo ambiental da ExxonMobil no território e um podcast voltado ao debate e divulgação das potencialidades do Turismo de Base Comunitária e ao debate e denúncia sobre ameaças e impactos socioambientais na região, sendo o primeiro episódio com o foco no racismo ambiental da ExxonMobil.

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