A UTILIZAÇÃO DE PARQUES URBANOS COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO DAS CIÊNCIAS AMBIENTAIS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

EDNEI LISBÔA
EDNEI LISBÔA

Autor(a):

EDNEI LISBÔA
Ano de defesa:
2020
Instituição Associada:
UFPR

Arquivos

Resumo:
Esta pesquisa, realizada por meio de análise documental, apresenta na sua estrutura fundamentos metodológicos classificados como sendo de natureza básica, com caráter descritivo e abordagem qualitativa, com métodos científicos fenomenológicos. Teve como proposta geral analisar planos de aulas produzidos por educadores que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA), na cidade de Curitiba/PR. Os documentos foram produzidos com base em um roteiro próprio, criado para esta finalidade. Os planos de aulas analisados tinham como intenção sugerir atividades pedagógicas a serem desenvolvidas para o ensino das Ciências Ambientais, utilizando para isso espaços educadores não-formais no entorno da escola, como, por exemplo, parques urbanos. Desse modo, a pesquisa teve como uma de suas finalidades específicas analisar os objetivos descritos nos planos de aula desses educadores, ou seja, investigar o que os educadores se propõem a ensinar quando sugerem para o ensino das Ciências Ambientais a utilização de parques urbanos. Fizeram parte da investigação, ainda, analisar e apresentar as temáticas ambientais de maior relevância, presentes nos planos de aulas, segundo a concepção dos educadores, bem como verificar, a partir dos documentos, a existência ou não de práticas pedagógicas que estimulem nos educandos a importância da conservação ambiental e o sentimento de pertencimento a esses espaços. A metodologia adotada para as análises nos planos de aulas baseou-se na sua organização e classificação dos documentos por áreas de conhecimento, conforme descritos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esta organização dos planos de aulas por áreas do conhecimento, bem como por disciplinas, além de facilitar na investigação, serviu também como base para a elaboração do caderno temático, proposto como produto final desta pesquisa. Por meio das análises, foi possível concluir que as temáticas ambientais de maiores relevâncias, segundo a concepção dos educadores, em ordem crescente de interesses, estavam relacionadas a: áreas verdes, fauna, água e estruturas físicas existentes nos parques. Em relação aos objetivos propostos pelos educadores nos planos de aulas, observou-se uma recorrência de intenções pretendidas que convergem para um modelo tradicional de ensino, pautados em atender a uma perspectiva de encaminhamentos direcionados para uma Educação Ambiental Sustentável. Em relação aos estímulos, quanto à importância da conservação ambiental e ao sentimento de pertencimento, os estudos levaram à conclusão que, devido a convergência dos planos de aulas estarem voltados à vertente da Educação Ambiental Sustentável, por si só existiram evidências suficientes para identificar os estímulos à conservação ambiental. Identificou-se, também, que os sentimentos afetivos de pertencimento ao lugar somente são possíveis quando envolvem experiências íntimas e agradáveis com esses espaços. Portanto, esses sentimentos afetivos de pertencimento seriam estimulados e fortalecidos por meio das práticas envolvendo as atividades de campo propostas, desde que estas viessem a proporcionar vivências e interações prazerosas junto a esses espaços.

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