EDUCAÇÃO AMBIENTAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CAMINHO SENSORIAL NO PARQUE ECOLÓGICO DE TAMBAÚ, SP

VÂNIA APARECIDA DE OLIVEIRA SILVA
VÂNIA APARECIDA DE OLIVEIRA SILVA

Autor(a):

VÂNIA APARECIDA DE OLIVEIRA SILVA
Ano de defesa:
2024
Instituição Associada:
USP
Resumo:
A educação ambiental torna-se cada vez mais necessária, uma vez que pode contribuir para uma educação emancipatória, inclusiva e crítica, que problematize e transforme a relação do indivíduo consigo mesmo, com os outros e com o meio. As práticas educativas em locais não formais, tais como os parques ecológicos, podem complementar a educação formal e serem enriquecedoras para os estudantes. Além disso, é importante que a temática ambiental seja trabalhada junto a todos os públicos, inclusive aos estudantes elegíveis dos serviços da educação especial. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo geral discutir os limites e possibilidades pedagógicas do Parque Ecológico do Município de Tambaú para atividades educativas e produzir um guia didático de visitação “caminho sensorial” de orientação aos educadores, com práticas pedagógicas em educação ambiental direcionada à educação inclusiva, para ser utilizado durante as visitas ao espaço. A pesquisa foi iniciada realizando uma revisão bibliográfica sobre o tema e um levantamento das instituições APAE e escolas Rede Municipal para quantificar número de matrículas da educação especial, identificação dos tipos de deficiência e quantidade de educadores participantes da pesquisa, sendo que se obteve como um dos resultados 79 matrículas de estudantes elegíveis dos serviços da educação especial no início do ano letivo de 2022. Foi realizado um encontro presencial no Parque Ecológico com a entrega dos questionário e posterior encaminhamento aos que faltaram, totalizando onze (11) respondentes, abordando questões sobre limites e possibilidades pedagógicas do Parque Ecológico “Octávio Camarotti”. Os dados obtidos foram analisados com base na análise de conteúdo. A partir da análise dos resultados foi elaborada a primeira versão do guia didático de visitação “Caminho Sensorial” e um croqui de um “caminho sensorial”. Com os resultados do questionário foram utilizados como base para a construção de um espaço físico “caminho sensorial”, com diferentes texturas, plantas aromáticas, temperos, plantas medicinais e plantas alimentícias não convencionais (PANC). Destacou-se o seu caráter inclusivo, contemplando um “caminho dos pés” e um “caminho das mãos”. Com o objetivo de realizar o “caminho sensorial” construído e aprimorar coletivamente a primeira versão do guia didático “Caminho Sensorial”, efetuou- se uma visita com os seis (06) participantes da pesquisa. Com o término da versão final do guia didático “Caminho Sensorial”, a construção do material com áudio e com a elaboração de um vídeo com interprete de libras, foi aplicado o questionário na modalidade online utilizando o formulário do Google Forms, para considerações dos participantes da pesquisa sobre o material didático. A partir dos dados coletados, chegou-se à conclusão que o “caminho sensorial” e o guia didático “Caminho Sensorial” possui um potencial pedagógico, podem possibilitar contribuições para a educação não formal, colaboram com o ensino e a aprendizagem, para a convivência e identificação ao grupo. Observa-se, pois, que o envolvimento neste espaço ultrapassa os sentidos, levando as memórias afetivas, contribuindo para o bem-estar físico, mental e proporcionando felicidade e encantamento aos visitantes. Assim, possui potencial para colaborar com práticas educativas inclusivas, metodologias ativas e interdisciplinares.

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