JARDIM SENSORIAL COMO MECANISMO DE INCLUSÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL

FRANCY KELLE CARVALHO DA SILVA
FRANCY KELLE CARVALHO DA SILVA

Autor(a):

FRANCY KELLE CARVALHO DA SILVA
Ano de defesa:
2023
Instituição Associada:
UFAM
Resumo:
Esta pesquisa teve como base central a investigação das percepções ambientais por meio dos sentidos revelados a partir das experiências em jardins sensoriais com o uso de espécies de plantas aromáticas herbáceas adotadas em sequência didática. O objetivo deste trabalho foi estabelecer uma metodologia de uso de jardim sensorial que possibilite a educação inclusiva no ensino fundamental. A investigação deu-se a partir da seguinte questão: “Como criar um jardim de observação, estudo, diálogos e vivências educativas, que possa contribuir nos processos de ensino-aprendizagem de educandos do ensino fundamental, com ou sem necessidades especiais no município de Lábrea, Amazonas”? Do ponto de vista metodológico, este estudo enquadrou-se como pesquisa aplicada. Na tentativa de articular os processos, adotou-se pesquisa-ação quanto aos procedimentos. A abordagem da análise dos dados foi quantitativa. Desse modo, foram realizadas 20 entrevistas em residências de comunitários que possuíam cultivos de espécies vegetais de pequeno porte. Na identificação foram encontradas 54 espécies vegetais, pertencentes a 25 famílias botânicas. Após a seleção, 43 espécies vegetais foram consideradas apropriadas, contemplando os usos medicinal, alimentar/condimentar e ornamental, tendo características sensoriais principais e secundárias. As espécies vegetais selecionadas foram usadas em sequências didáticas para a educação básica especial e inclusiva, que resultou em um Caderno Pedagógico de Sequência Didática, produto educacional foco desta pesquisa. Desse modo, foi elaborada e aplicada uma sequência didática com a utilização de onze espécies vegetais, constando das seguintes etapas: se esse jardim fosse meu; oficina das caixas dos mistérios; mistérios da exploração na escola, e o labirinto e o jardim sensorial itinerante na escola. A sequência didática foi validada por meio de formulário de validação pelos professores e cuidadores, a partir da análise dos resultados de verificação da aprendizagem dos educandos durante as etapas sucessivas. O estudo apontou que o ensino é inclusivo, não por aceitar alunos com necessidades especiais nas escolas, mas sim por criar espaços potencialmente favorecedores de convívios sociorrelacionais. Com o foco de colocar a sala de aula como espaço aberto à reflexão e a produção do conhecimento, as sequências didáticas constataram que os alunos apresentaram notáveis avanços de aprendizagem em relação aos conteúdos abordados, por meio de significativos posicionamentos e manifestações, o que nos certifica que os alunos levam à sala de aula toda a rede de sua vida social.

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