“SABIA QUE ESTA FLORZINHA DÁ PARA COMER?” A DESCOBERTA DE SABORES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ARLEI DAVID SILVEIRA BUBNIAK
ARLEI DAVID SILVEIRA BUBNIAK

Autor(a):

ARLEI DAVID SILVEIRA BUBNIAK
Ano de defesa:
2023
Orientador(a):
MANOEL FLORES LESAMA
Instituição Associada:
UFPR

Arquivos

Resumo:
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) englobam espécies nativas, exóticas ou naturalizadas que não vem sendo convencionalmente utilizadas na alimentação humana. No entanto, essas plantas comestíveis já fizeram parte da alimentação humana e vem ganhando acanhado espaço na culinária atual e estudos que demonstram suas propriedades, versatilidade e a sua invisibilidade diante da alimentação convencional. Conhecer e integrar essas plantas em nossa alimentação é uma maneira de contribuir para o meio ambiente e para a saúde através da diversidade alimentar, assim como abrir novas possibilidades de enxergar e sentir sabores, cheiros e texturas, com a consequente ampliação da visão de mundo. O objetivo deste estudo é investigar o processo experiencial de crianças da Educação Infantil em relação aos seus espaços de convívio, à algumas PANC locais e aos diferentes sabores provenientes de degustações. A metodologia adotada foi de intervenção-investigação, utilizando uma abordagem qualiquantitativa. O estudo envolveu crianças da pré-escola em atividades pedagógicas interdisciplinares, que incluíram a identificação de sensações e sabores ao explorar plantas alimentícias locais, facilmente encontradas e com boa palatabilidade. Essas atividades pedagógicas objetivaram a estimulação da visão, do tato, do olfato, da audição e olhar voltado para o paladar com foco principal nos três dos cinco sabores cientificamente reconhecidos: amargo, doce e azedo. Para coletar os dados, as atividades degustativas foram gravadas e foram enviados questionários com o objetivo de inventariar as plantas reconhecidas pelas crianças e seus familiares em seu ambiente de convívio, e outras para serem reconhecidas através de exemplares e identificações escritas. O inventário teve como objetivo principal determinar um ponto de partida com registro escrito das plantas conhecidas, reconhecidas e acessíveis para a criança e/ou sua família, destacando aquelas que são negligenciadas ou ignoradas como fontes de alimento. Os nomes das plantas foram transcritos de acordo com a forma escrita no questionário, considerando também variações populares de nomes, como no caso da salsa e salsinha, ou a denominação da fruta ou da planta que a produz, como limão ou limoeiro, além de gramíneas de diferentes tipos. Os dados confirmam o distanciamento do ser humano em relação ao seu meio botânico, a perda do letramento botânico através das gerações e a relação entre o reconhecimento botânico dos familiares com a predisposição ao degustar. No entanto, também demonstram que a fase da educação infantil oferece oportunidades significativas para promover mudanças substanciais na vida cotidiana das famílias, ampliando a variedade de sabores e percepções do ambiente em que vivem e interagem, tanto de forma individual quanto coletiva.

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