Resumo:
A Educação Infantil desempenha um papel fundamental na formação integral da criança, constituindo-se em uma etapa fundamental para o desenvolvimento humano. Nesse sentido, a Educação Ambiental se apresenta como um contributo para isto, pois essa fase é essencial para o desenvolvimento integral da criança, que estão em uma fase de construção de valores, formação de hábitos e ampliação de sua percepção de mundo através/pelo contato direto com a natureza. Em vista disso, esta pesquisa tem por objetivo investigar o desenvolvimento de práticas de Educação Ambiental na educação infantil. Para tanto, revisitamos os estudos de Lea Tiriba (2010) e Carvalho (2004), cujos estudos enfatizam a educação ambiental crítica que perpassa pela alfabetização ecológica, percepção ambiental e práticas educativas interdisciplinares proporcionando autonomia, conhecimento e reflexão. Com base nas percepções dos educadores da educação infantil percebem-se dificuldades e desafios que surgem na implementação de práticas de Educação Ambiental em suas práticas pedagógicas, assim sendo, abordamos a metodologia de pesquisa participante proposta por Brandão (1987), ela se caracteriza pelo desenvolvimento de um trabalho de pesquisa coletivo, a partir da relação entre pesquisador/a e alunos/as participantes do estudo. Nessa perspectiva, foram desenvolvidas práticas de Educação Ambiental com quatorze crianças do PRÉ I do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Sininho Dourado, na cidade de Matinhos, no Litoral do Paraná. A abordagem iniciou-se no ano de 2022 por um projeto intitulado “Dengue”, no qual as crianças saíam das salas de aula e caminhavam no entorno do CMEI com o objetivo de procurar, coletar e eliminar os focos do mosquito, essa prática educativa alcançou impactos positivos no que tange o desenvolvimento das crianças em termos de preocupação, sensibilização e responsabilidade ambiental. A ação desenvolvida fomentou outras ações que se seguiram no ambiente educativo do CMEI, como a visita a cachoeira (Manancial de Abastecimento Rio Sertãozinho), trilhas ecológicas, plantio de jardim de girassol, visita ao parque estadual do Rio da Onça, o que posteriormente culminou na organização e criação da “Horta de sabores & saberes”. A iniciativa foi implementada de maneira dialogada entre as crianças e professora, e no decorrer do tempo ela estabilizou-se como prática educativa com todas as crianças do ambiente escolar e comunidade envolvida.