Resumo:
A pesquisa “Vivência e Contextualização para a Conservação do Bioma Caatinga no
Semiárido Baiano” propôs estratégias educacionais voltadas à conscientização e
conservação do Bioma Caatinga, buscando preencher lacunas no ensino formal sobre
este ecossistema único. O estudo foi realizado com estudantes do Centro Estadual de
Educação Profissional Prof. Paulo Batista Machado, em Senhor do Bonfim-BA, da 3a
série do Curso Técnico em Meio Ambiente. A abordagem metodológica adotada é
qualitativa e colaborativa, incluindo levantamento do conhecimento prévio dos
estudantes, ações educativas participativas e visitas técnicas à EMBRAPA Semiárido e
ao Museu da Fauna da Caatinga (CEMAFAUNA/UNIVASF), em Petrolina-PE e
demonstração de aprendizagem através de produções artísticas. Como produto
educacional, foi desenvolvido um guia pedagógico para auxiliar educadores a
desenvolver temáticas sobre a Caatinga de forma dinâmica e contextualizada. A
pesquisa está estruturada em sete seções principais. Os resultados obtidos a partir das
observações durante as aulas e da comparação dos questionários aplicados aos
estudantes demonstraram que a visão estigmatizada da Caatinga, centrada em aspectos
de aridez e escassez, deu lugar a uma percepção mais ampla e positiva. Os estudantes
passaram a reconhecer não apenas as características ambientais, mas também os
aspectos sociais, culturais e históricos que moldam a identidade do semiárido. Esse
avanço favoreceu uma compreensão mais profunda sobre a importância da conservação
e valorização do bioma, destacando-o como um patrimônio natural e cultural que precisa
ser protegido. A pesquisa evidenciou, ainda, a relevância de uma educação baseada na
vivência, no diálogo e na contextualização, pois essas estratégias possibilitaram que os
estudantes se sentissem parte da realidade estudada, conectando conhecimento
científico e experiência prática. Essa abordagem contribui também para a formação de
sujeitos críticos e conscientes, capazes de adotar atitudes sustentáveis e de reconhecer
a Caatinga como um bioma singular e essencial para o equilíbrio socioambiental do
semiárido brasileiro.