REVITALIZAÇÃO DE HORTAS ESCOLARES COM PLANTAS MEDICINAIS COMO CENÁRIO PEDAGÓGICO

VILMAR DA SILVA NASCIMENTO
VILMAR DA SILVA NASCIMENTO
Resumo:
A horta escolar tem sido muito utilizada como prática pedagógica, principalmente como estratégica didática para o desenvolvimento cognitivo do educando. Considerada uma tecnologia leve por utilizar os atores da intervenção como instrumento de trabalho, promove um importante espaço de aprendizagem e abordagem interdisciplinar. O objetivo foi identificar práticas pedagógicas por meio da revitalização da horta escolar com o uso de plantas medicinais e tendo como produtos dessa prática a construção de cordéis, como forma de consolidação das aprendizagens integradas e interdisciplinar. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, sob Gerência da Regional de Educação Recife Sul (GRE-Recife Sul), Pernambuco. Os conteúdos foram trabalhados a partir dos referenciais teóricos: a teoria sociointeracionista de Lev Vygotsky, que demonstra a importância do indivíduo com diferentes fatores contribuintes para o processo de aprendizagem, na qual a criança sozinha não aprenderá só com o decorrer do tempo, pois precisará se envolver entre os diversos sujeitos; e de Paulo Freire, que preconiza o diálogo e a contextualização para uma aprendizagem significativa. Foi elaborado sequência didática, programada particularmente por cada educador envolvidos nas atividades, correlacionando-as de acordo com suas disciplinas. Foram aplicados questionários à comunidade escolar para saber quais as principais plantas medicinais conhecidas e de interesse, e com os educadores envolvidos nas atividades, permitindo reconhecer as práticas pedagógicas mais utilizadas, como: leitura; produção textual; reconhecimento do espaço físico; técnicas de pinturas e cálculos matemáticos. As práticas pedagógicas foram reconhecidas e selecionadas a partir das necessidades básicas das turmas, como forma de alavancar as habilidades cognitivas entre os educandos. Também foram realizadas oficinas com os educandos sobre a diferenciação entre mudas e sementes. Construção do cordel como metodologia de ensino, facilitando a assimilação dos conteúdos, a partir do envolvimento dos saberes científicos e das manifestações culturais como: poesias e rimas, despertando habilidades ao manusear as plantas curativas. Como resultados, a partir da aplicação de um questionário com a comunidade escolar foi possível identificar as quatro plantas mais conhecidas pela população e, a partir disso, estas foram escolhidas para o cultivo na horta, sendo elas: Boldo (103 citações); capim santo (66); hortelã (65) e camomila (60). Após as oficinas, os educandos puderam construir maquetes, as quais despertaram nos educandos o espírito artístico, ajudando na elaboração de desenhos e imagens que foram inseridas nos cordéis. O método de ensino alavancou a procura e o uso das plantas medicinais na comunidade e no ambiente educativo, sendo que o conhecimento popular e cientifico pode ser correlacionado durante as exposições e práticas, facilitando os educandos na assimilação das informações ligadas a tema do trabalho. Os educadores envolvidos puderam correlacionar os conteúdos curriculares com o cenário pedagógico, promovendo uma aprendizagem interdisciplinar e com rendimentos satisfatórios, esses rendimentos foram comprovados a partir das produções de rimas e cordel, além da participação direta e integrada dos educandos nas aulas práticas.

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