ETNOCONSERVAÇÃO AMBIENTAL EM SÃO JOSÉ, REGIÃO DO ALTO SOLIMÕES – AM

DIEGO COELHO DE SOUZA
DIEGO COELHO DE SOUZA

Autor(a):

DIEGO COELHO DE SOUZA
Ano de defesa:
2018
Orientador(a):
EDILZA LARAY DE JESUS
Instituição Associada:
UFAM
Resumo:
A problemática ambiental a nível mundial tem sido motivo de preocupação para a sociedade. Diante do cenário de incertezas, exigem-se que novas posturas e concepções sejam adotadas na tentativa de promover reflexões objetivando a construção de conhecimentos e valores ecológicos na atual e futuras gerações, as quais podem gerar amplas discussões em diferentes esferas políticas do nível local ao global. A perspectiva denominada Etnoconservação, englobam as populações tradicionais e seus valiosos conhecimentos, associando a conservação da natureza com estes saberes tradicionais e o manejo dos recursos ambientais que abrangem aspectos culturais e biológicos com o intuito de compreender as inter-relações entre o ser humano e a natureza. Com esse intento a pesquisa objetivou a produção de uma cartilha didática acerca da etnoconservação na várzea, a partir dos saberes ribeirinho. Na metodologia de estudo adotou-se a abordagem sistêmica, na pesquisa de campo delineou-se o estudo de caso com o uso das técnicas de entrevistas, observação e análise documental na comunidade São José, localizada na Ilha do Aramaçá um ecossistema de várzea, situada à margem direita do rio Solimões. Os resultados demonstram que a etnoconservação é a abordagem de conservação ambiental adequada as reais necessidades das na Amazônia, pois inclui a presença das populações nesses locais, bem como nas discussões e políticas adotadas. A organização social em São José é baseada na agricultura familiar, baseada no trabalho comunal, além de ter elementos socioculturais influenciada por fatores externos a comunidade. Os processos de conservação identificados evidenciam a importância dos saberes dos moradores locais para a sustentabilidade dos recursos ambientais, visto que fazem o uso de um diversificado conjunto de práticas sócio produtivas adquiridas pela experiência do ambiente vivenciado, transmitidos de modo geracional e oral, mantendo a variabilidade genética das espécies, revelando o avançado conhecimento da complexidade do real, demostrado nas relações que possuem com os agroecossistemas de várzea.

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