METAMORFOSE E FENOMENOLOGIA GOETHIANA NO ESTUDO DE PLANTAS MEDICINAIS

ALAN CARTER KULLACK
ALAN CARTER KULLACK

Autor(a):

ALAN CARTER KULLACK
Ano de defesa:
2019
Orientador(a):
ERNESTO JACOB KEIM
Co-orientador(a):
MANOEL FLORES LESAMA
Instituição Associada:
UFPR

Arquivos

Resumo:
Esse processo investigativo está vinculado ao trabalho final como requisito parcial para a obtenção do título de mestre junto ao Mestrado Profissional em Rede para o Ensino das Ciências Ambientais (PROFCIAMB), localizado no Polo UFPR Litoral. Ele tem como foco debater o conhecimento, e as decorrentes implicações, no contexto das metamorfoses que ocorrem em plantas medicinais em contexto educativo. O foco inicial da pesquisa foi o cultivo de plantas medicinais em ambiente escolar, para a preparação de medicamentos in natura, caracterizado como processo investigativo de natureza Empírico Analítico. Como decorrência, no grupo de estudantes envolvidos, surgiu a motivação para compreender a origem dos princípios ativos medicamentosos, e desse debate se evidenciou a necessidade de compreender como ocorrem as mudanças no desenvolvimento das plantas, o que culminou na expressão metamorfose. Como decorrência o grupo percebeu que estavam mergulhando em processo investigativo com alto grau de subjetividade. Esse desafio conduziu a investigação para a segunda etapa, amparada na Fenomenologia Goethiana. Essa abordagem teve como foco a percepção e a compreensão da investigação como agente que promove mudanças nos investigadores, caracterizadas também como metamorfoses, isto é mudanças que não retornam à condição inicial e busca a compreensão dos processos investigados numa perspectiva que transcende a materialidade. A abordagem de ciência na perspectiva da Fenomenologia Goethiana, caracteriza-se como processo e postura investigativa e não como metodologia de pesquisa. O produto final da pesquisa se caracteriza como o roteiro de um texto a ser publicado como brochura, tratando de forma romanceada, como se dá no interior das plantas e das comunidades humanas a formação e consciência do princípio medicamentoso, durante o desenvolvimento da planta medicinal e de um conflito social, com ênfase nas metamorfoses, como compreensão do que caracteriza a emancipação da vida, no contexto da educação e das ciências ambientais.

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