O ENCONTRO ENTRE A ESCOLA E A ALDEIA: UM PERCURSO INTERCULTURAL COLABORATIVO ENTRE DUAS EDUCADORAS SOB O OLHAR DAS CONCEPÇÕES DO SER INDÍGENA E DA SUA RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE

NAHYR CARNEIRO DA SILVA
NAHYR CARNEIRO DA SILVA
Resumo:
As caminhadas desta pesquisa compuseram minha percepção ambiental e meu exercício educador. O interesse ancestral pelas culturas indígenas me inquieta e impulsiona numa eterna busca de mim mesma e de minhas raízes originárias. Compreendendo a complexidade e a espiritualidade como dimensões presentes nas concepções de natureza para os povos indígenas, e tomando em consideração a relação particular entre ambos, se estabelece uma crítica ao caminho trilhado por um modelo de desenvolvimento hegemônico que se impõe a qualquer custo, com perdas irreversíveis. Alternativamente, propõe-se um estreitamento das relações interculturais críticas como ponte entre os povos e seus ambientes, no intuito de construir um processo educativo genuíno que valorize o modo de ser dos povos indígenas e sensibilize o olhar ambiental nos processos educativos escolares. Em essência essa pesquisa adota a perspectiva de uma metodologia colaborativa, desenvolvida por meio do diálogo entre duas educadoras, uma guarani M’byá e outra não indígena, que juntas avaliam e planejam práticas pedagógicas interculturais para a abordagem da temática indígena na escola, motivadas pelo objetivo de superar a defasagem no trato da Lei 11.645 – da obrigatoriedade do ensino de “História e cultura afro-brasileira e indígena”, e ampliar os horizontes das crianças e jovens sobre a vida dos povos indígenas. Prioriza a abordagem ambiental das questões indígenas na escola e em trabalhos acadêmicos. O trabalho revelou a importância de elevar-se o nível crítico-político na aplicação da respectiva normativa nas escolas a fim de superar a visão folclorizada acerca dos povos indígenas e apontou o trabalho colaborativo intercultural como um horizonte possível e valioso para esse aprofundamento. Ao final, propõe-se uma prática pedagógica destinada a educadores, indígenas e não indígenas, como inspiração para ações futuras.

Leia mais

SUCUIUBA: JUSTIÇA HÍDRICA E ANCESTRALIDADE NA CHAPADA DIAMANTINA

CLÁUDIO ADÃO DOURADO DE OLIVEIRA
2024
Chapada Diamantina; domínio público das águas; justiça hídrica; autonomia comunitária.
Associada: UEFS

AULAS DE CAMPO COMO RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

IONE DOS SANTOS SALES
2024
Aprendizagem significativa; análise integrada da paisagem; roteiro de campo.
Associada: UEFS

PRODUÇÃO DOS ARTEFATOS DE COURO EM IPIRÁ-BA: ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS PARA A CONSCIENTIZAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL E AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

LILIAN CRUZ SANTOS
2024
Artefatos de couro. Reaproveitamento. Desenvolvimento sustentável.
Associada: UEFS

UM OLHAR DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS(EJA) SOBRE IMPACTOS AMBIENTAIS NO MANGUEZAL DE ITAPARICA, BAHIA

LUCINALDO DE OLIVEIRA REIS
2024
Baía de Todos os Santos, zona costeira, educação ambiental.
Associada: UEFS

GAMES COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO E APRENDIZAGENS NA ABORDAGEM DO TEMA ÁGUA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

MARIA MAGDALENA SILVA DO NASCIMENTO
2024
Games. Água. Educação Ambiental Crítica.
Associada: UEFS

SABERES ANCESTRAIS E SOBERANIA ALIMENTAR: PLANTAS ALIMENTÍCIAS TRADICIONAIS DA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO RIACHO DO MEL, IRAQUARA-BA

RODRIGO MORTARI
2024
Comunidades tradicionais; Educação ambiental; Etnobotânica; Semiárido.
Associada: UEFS

Cadastre-se e receba nossos conteúdos

plugins premium WordPress