SISTEMAS DE MANEJO EM AÇAIZAIS NATIVOS PRATICADOS POR COMUNIDADES RIBEIRINHAS NA ILHA MARACAPUCU PALMAR, ABAETETUBA – PARÁ – BRASIL

RAIMUNDO DA CONCEIÇÃO DA SILVA MAUÉS
RAIMUNDO DA CONCEIÇÃO DA SILVA MAUÉS

Autor(a):

RAIMUNDO DA CONCEIÇÃO DA SILVA MAUÉS
Ano de defesa:
2019
Instituição Associada:
UFPA

Arquivos

Resumo:
O presente trabalho teve por objetivo identificar os sistemas de manejo em açaizais nativos praticados por comunidades ribeirinhas em três igarapés, nas ilhas do município de Abaetetuba-Pará-Brasil, com a finalidade de relacioná-los aos modelos de manejo indicados na literatura científica e sugerir à comunidade local tomadas de medidas que potencializem suas práticas para tal manejo. A região possui uma topografia bastante diversa quanto à presença de ilhas, rios, igarapés, furos, baías, praias e costas que constituem a zona ribeirinha ou a região das ilhas de Abaetetuba. Nesta região o manejo da floresta para a extração do açaí é feito por ribeirinhos que historicamente vivem do extrativismo da floresta. Nos últimos anos, com a valorização comercial do açaí e o consequente aumento do número de produtores e extratores de açaí que manejam açaizais na região, as matas de várzeas vêm sofrendo esta pressão antrópica e que requerem especial atenção. Neste contexto, um conjunto de planejamentos e técnicas de colheita do açaí, adaptadas às condições da floresta e aos objetivos sociais e econômicos são de extrema importância e necessidade, garantindo um manejo mais sustentável. Durante o desenvolvimento do projeto foram realizadas entrevistas com produtores de açaí da região de estudo reunindo informações que elucidaram o entendimento sobre suas relações com a floresta e suas práticas produtivas. Foram realizadas anotações sobre as características das áreas manejadas, aquisição de registros fotográficos e de localização com auxílio do GPS para a confecção de mapas. As incursões foram realizadas entre novembro de 2017 a dezembro de 2018. As práticas de manejo observadas possuem paralelo com as indicadas na literatura especializada, contudo, outras tantas, exercidas pelos ribeirinhos, merecem atenção e orientação, sob pena de causarem grande prejuízo econômico e ambiental àquela comunidade. Além da falta de orientação técnica, a comunidade é carente de informações sobre apoio financeiro para a produção do açaí fruto. Na busca de promover uma melhora das técnicas, conhecimentos e acesso às informações de financiamento e logística, foi elaborado um Manual Ecológico Para Manejo de Açaizal de Várzea com informações que auxiliarão os agricultores em suas práticas de manejo florestal a que venham beneficiar, não só a comunidade local que depende diretamente da floresta, como também prover conscientização sobre a sustentabilidade desse meio.

Leia mais

SUCUIUBA: JUSTIÇA HÍDRICA E ANCESTRALIDADE NA CHAPADA DIAMANTINA

CLÁUDIO ADÃO DOURADO DE OLIVEIRA
2024
Chapada Diamantina; domínio público das águas; justiça hídrica; autonomia comunitária.
Associada: UEFS

AULAS DE CAMPO COMO RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

IONE DOS SANTOS SALES
2024
Aprendizagem significativa; análise integrada da paisagem; roteiro de campo.
Associada: UEFS

PRODUÇÃO DOS ARTEFATOS DE COURO EM IPIRÁ-BA: ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS PARA A CONSCIENTIZAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL E AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

LILIAN CRUZ SANTOS
2024
Artefatos de couro. Reaproveitamento. Desenvolvimento sustentável.
Associada: UEFS

UM OLHAR DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS(EJA) SOBRE IMPACTOS AMBIENTAIS NO MANGUEZAL DE ITAPARICA, BAHIA

LUCINALDO DE OLIVEIRA REIS
2024
Baía de Todos os Santos, zona costeira, educação ambiental.
Associada: UEFS

GAMES COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO E APRENDIZAGENS NA ABORDAGEM DO TEMA ÁGUA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

MARIA MAGDALENA SILVA DO NASCIMENTO
2024
Games. Água. Educação Ambiental Crítica.
Associada: UEFS

SABERES ANCESTRAIS E SOBERANIA ALIMENTAR: PLANTAS ALIMENTÍCIAS TRADICIONAIS DA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO RIACHO DO MEL, IRAQUARA-BA

RODRIGO MORTARI
2024
Comunidades tradicionais; Educação ambiental; Etnobotânica; Semiárido.
Associada: UEFS

Cadastre-se e receba nossos conteúdos

plugins premium WordPress