EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA: FERRAMENTA DE MEDIAÇÃO PARA O FORTALECIMENTO DA SUSTENTABILIDADE DA COMUNIDADE DE PESCADORES E MARISQUEIRAS DO BAIRRO COROA DO MEIO, ARACAJU-SE

RAFAELA FIGUEIREDO SANTANA
RAFAELA FIGUEIREDO SANTANA

Autor(a):

RAFAELA FIGUEIREDO SANTANA
Ano de defesa:
2022
Instituição Associada:
UFS
Resumo:
Devido ao crescimento acentuado das cidades, o espaço habitável tornou-se disputado, aumentando assim, não só os impactos ambientais, mas também diversas problemáticas que juntamente ao meio no qual vivemos passam a ter um estágio de insustentabilidade. Neste sentido propomos analisar a paisagem espacial do bairro Coroa do Meio a qual sofreu profundas modificações ao longo dos anos, essas mudanças são de ordem natural e social. Nessa concepção, quando consideramos uma cidade como sustentável, ela precisa estar enquadrada nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). Uma das alternativas tidas como um potencial mediador entre o ser humano e o meio ambiente é o desenvolvimento de práticas que promovam a Educação Ambiental (EA). A pesquisa teve como objetivo geral analisar as condições socioambientais do bairro Coroa do Meio, em especial, a comunidade de pescadores(as) e marisqueiros(as), aplicando práticas de Educação Ambiental em suas ações diárias. Quanto aos objetivos específicos temos: identificar os principais impactos socioambientais existentes na área do bairro Coroa do Meio que contribuem para uma degradação ambiental local; desenvolver ações metodológicas junto à comunidade que utilize o modelo ativo de abordagem e possam sensibilizar de forma individual e coletivamente com os autores presentes na pesquisa; por fim, elaborar produto técnico de vídeo documentário apresentando os principais contextos abordados durante a pesquisa de campo. Para tanto, o método escolhido para o encaminhamento da pesquisa foi o materialismo histórico-dialético que tem, em sua essência, observar a interação do sujeito com objeto no decorrer do processo histórico. Além disso, usou-se também a Metodologia da Problematização que foi diretamente aplicada nas atividades metodológicas, sendo elas: roda de conversa, aplicação de questionário semiestruturado, palestra e o “Arco de Maguerez”, resultando na necessidade da permanência de atividades educativas. A pesquisa fez com que os sujeitos enxergassem a gravidade dos danos socioambientais para que, posteriormente, eles seguissem os caminhos para reparação. Nisso, concluímos que os sujeitos da pesquisa atuam de maneira negacionista quanto às práticas cotidianas de Educação Ambiental. Por isso que a manutenção de atividades as quais foram descritas na metodologia e nos resultados são fundamentais para a formação dos sujeitos ambientalmente sustentáveis, assim como tantas outras que, usadas de maneira intencional no ambiente da pesquisa, fortalecerá ainda mais no cumprimento da agenda 2030, bem como na contribuição da realização dos ODS.

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