HORTA E RESTINGA COMO JARDINS DE PERTENCIMENTO NA DINÂMICA ESCOLAR

VANESSA KELY SANTOS DE LIMA
VANESSA KELY SANTOS DE LIMA

Autor(a):

VANESSA KELY SANTOS DE LIMA
Ano de defesa:
2023
Orientador(a):
ERNESTO JACOB KEIM
Instituição Associada:
UFPR

Arquivos

Resumo:
Este trabalho debate como ações e proposições investigativas na região litorânea do estado do Paraná excepcional para que estudantes da escola pública de Ensino Fundamental ampliem a percepção de pertencimento e de interação ambiental com o ambiente planetário não qual vive. Este ambiente abrange o espaço escolar e a restinga, específicos da região geográfica, configurando-se como espaço de convivência e de interação. A pesquisa se caracteriza como pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, tendo os seguintes propósitos: a) Investigar em que medida os estudantes da escola pública de Ensino Fundamental se reconhecem como seres que interagem com a restinga como espaço planetário ao qual pertencem; b) Estimular os estudantes a compreender como o ambiente não qual vive gera recursos e meios que garantam sua vida na perspectiva de nutrição e de interação ambiental. Essas ações são operacionalizadas na investigação, com saídas de campo e com a organização e participação na manutenção de uma horta no espaço escolar. A pesquisa se desenvolveu com base no referencial da Fenomenologia do Ser Planetário, com postura e responsabilidade investigativa, e tem como finalidade estimular os estudantes a se reconhecerem como seres pertencentes a este planeta e perceberem o comportamento da metamorfose como possibilidade concreta a que estão sujeitos. A restinga é percebida como paisagem natural e local de vivência dos estudantes, e a horta escolar, como paisagem construída junto ao ambiente escolar, tendo como locais que paisagem natural e paisagem construída são lugares transformados. Isso oportuniza aos estudantes a consciência de pertencimento, entendendo-se como sujeitos únicos e singulares que interagem com os demais viventes que ocupam o mesmo lugar planetário; além disso, abre espaço para que compreendam como são desenvolvidos as ações cooperativas, com responsabilidade e com foco na vida com dignidade.

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