HORTA ORGÂNICA NO SEMIÁRIDO: DISPOSITIVO DE MEDIAÇÃO INTERDISCIPLINAR E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS – IRECÊ – BA

ADRIANA FLORENTINO DA SILVA
ADRIANA FLORENTINO DA SILVA

Autor(a):

ADRIANA FLORENTINO DA SILVA
Ano de defesa:
2022
Instituição Associada:
UEFS
Resumo:
Essa dissertação teve por objetivo analisar até que ponto a horta orgânica – escolar e domiciliar – pôde se constituir como espaço de aprendizagem para alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio regular e EJA, bem como a importância deste trabalho para a mobilização do interesse pela educação ambiental no contexto da educação remota. Na sua versão original, a pesquisa pretendia construir uma horta escolar com o protagonismo dos alunos utilizá-la como laboratório de ensino, reestruturar os espaços ociosos das escolas, tornar o ambiente escolar mais agradável e fortalecer a afetividade dos alunos em relação àqueles espaços. Porém, com o acirramento da pandemia e a adoção de aulas remotas, fomos obrigados a alterar a pesquisa, focando na construção de hortas nos domicílios dos alunos. Com o retorno das atividades presenciais, reiniciamos o processo das hortas escolares, em conjunto com as domiciliares. A metodologia consistiu em uma pesquisa qualitativa, de viés intervencionista, apoiada nos pressupostos da pesquisa-ação, cujos sujeitos foram 57 estudantes do ensino médio e fundamental II, de diversas turmas. Os procedimentos de intervenção foram desenvolvidos através da realização de estudos sobre o tema, de maneira interdisciplinar, envolvendo as disciplinas Biologia/Ciências, Matemática, Geografia, História e Artes, através de aulas, lives e oficinas realizadas de forma remota por meio das plataformas digitais (Google Meet e canal do Youtube) e, posteriormente, de forma presencial. Os resultados indicaram que o trabalho interdisciplinar com as hortas contribuiu para viabilizar a aprendizagem nas disciplinas envolvidas, aumentou o interesse pelos estudos no contexto das aulas remotas e despertou a comunidade escolar para a importância das questões ambientais, o que vem resultando em mudanças significativas em relação à gestão escolar das escolas, no sentido de novas perspectivas e olhares para a educação ambiental, revertendo-se na solicitação de atualização dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) das escolas da pesquisa.

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