O SABER MATEMÁTICO NO COTIDIANO DE TRABALHO NOS AGROECOSSISTEMAS FAMILIARES DO ALTO SOLIMÕES

NILTON FERNANDES GONÇALVES
NILTON FERNANDES GONÇALVES

Autor(a):

NILTON FERNANDES GONÇALVES
Ano de defesa:
2018
Instituição Associada:
UFAM
Resumo:
Nos ecossistemas de várzeas do Alto Solimões, o trabalho realizado pelas famílias agricultoras tem propiciado muitos benefícios à população local, dentre os quais a “conservação da agrobiodiversidade”, a “segurança alimentar” e a construção do saber matemático por processos empíricos. Com base nessas constatações, esse estudo teve por objetivo desenvolver um material educativo a partir da Etnomatemática construída recursivamente no cotidiano de trabalho dos agroecossistemas familiares. Para o delineamento da pesquisa foi adotada a abordagem teórica da dialética da complexidade sistêmica, tendo o Estudo de Caso como desenho da pesquisa de campo com a aplicação das técnicas observação direta, entrevistas, registros fotográficos, diários de campo e construção de mapas mentais. O estudo revelou que a realização dos diferentes tipos de trabalho familiar da localidade depende do ritmo das águas, ocasionado pelo fenômeno denominado pulso de inundação. Nesse contexto, percebeu-se que ao interagirem com a dinâmica espacial e temporal dos ecossistemas de várzeas, as famílias adquirem o domínio ambiental, elemento fundamental para re/construção do saber matemático local. Outro fator evidenciado foi a preocupação demonstrada pelos agricultores familiares no que diz respeito ao destino da comunidade. Esses acreditam que se as crianças e jovens perderem o interesse em herdar a cultura de trabalho dos pais, é possível que em pouco tempo, por volta de 20 anos, não se tenha a força de trabalho suficiente e adequada para se realizar a conservação da agrobiodiversidade. A partir dessas constatações, construiu-se e aplicou-se o produto educacional denominado “Maquete do Saber Matemático” no ensino da escola da Comunidade São José, localizada no município de Benjamin Constant, estado do Amazonas, com o intento de contribuir para que os educandos possam refletir e valorizar suas culturas de trabalho, compartilhar novas imaterialidades matemáticas, possibilitando-se assim serem capazes de conquistar futuras melhorias às famílias, demais comunidades e ao sistema ambiental.

Leia mais

SUCUIUBA: JUSTIÇA HÍDRICA E ANCESTRALIDADE NA CHAPADA DIAMANTINA

CLÁUDIO ADÃO DOURADO DE OLIVEIRA
2024
Chapada Diamantina; domínio público das águas; justiça hídrica; autonomia comunitária.
Associada: UEFS

AULAS DE CAMPO COMO RECURSO DIDÁTICO PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

IONE DOS SANTOS SALES
2024
Aprendizagem significativa; análise integrada da paisagem; roteiro de campo.
Associada: UEFS

PRODUÇÃO DOS ARTEFATOS DE COURO EM IPIRÁ-BA: ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS PARA A CONSCIENTIZAÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL E AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

LILIAN CRUZ SANTOS
2024
Artefatos de couro. Reaproveitamento. Desenvolvimento sustentável.
Associada: UEFS

UM OLHAR DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS(EJA) SOBRE IMPACTOS AMBIENTAIS NO MANGUEZAL DE ITAPARICA, BAHIA

LUCINALDO DE OLIVEIRA REIS
2024
Baía de Todos os Santos, zona costeira, educação ambiental.
Associada: UEFS

GAMES COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO E APRENDIZAGENS NA ABORDAGEM DO TEMA ÁGUA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

MARIA MAGDALENA SILVA DO NASCIMENTO
2024
Games. Água. Educação Ambiental Crítica.
Associada: UEFS

SABERES ANCESTRAIS E SOBERANIA ALIMENTAR: PLANTAS ALIMENTÍCIAS TRADICIONAIS DA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO RIACHO DO MEL, IRAQUARA-BA

RODRIGO MORTARI
2024
Comunidades tradicionais; Educação ambiental; Etnobotânica; Semiárido.
Associada: UEFS

Cadastre-se e receba nossos conteúdos

plugins premium WordPress