PROJETO SALA VERDE EM SERGIPE: CONTRIBUINDO COM A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO ECOLÓGICO

ELANE ALVARENGA OLIVEIRA HORA
ELANE ALVARENGA OLIVEIRA HORA

Autor(a):

ELANE ALVARENGA OLIVEIRA HORA
Ano de defesa:
2020
Instituição Associada:
UFS
Resumo:
A história humana, principalmente a partir da segunda fase do sistema econômico capitalista industrial, no século XVIII, demonstrou que a sociedade de consumo passou a pensar o sistema natureza, enquanto recurso econômico e não mais como riqueza natural. Numa relação de dominação, o homem vem exaurindo e dilapidando a natureza como se esses “recursos” fossem inesgotáveis, demonstrando, sobremaneira, a dicotomia entre homem e natureza, causando impactos ambientais, dando sinais de (in)sustentabilidade. Diante desse contexto, as nações do mundo, a partir das Conferências da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em 1972, na cidade de Estocolmo, começaram a definir os rumos e práticas dessa sociedade insustentável, reconhecendo a Educação Ambiental como o elemento crítico para o combate à crise ambiental no mundo. Nessa direção, o Projeto Sala Verde do Ministério do Meio Ambiente, enquanto política pública de Educação Ambiental surge como possibilidade para a gestão ambiental municipal, a fim de fomentar a educação ambiental. Nesse sentido, nesta pesquisa buscou-se analisar a contribuição do Projeto Sala Verde na educação ambiental em Sergipe para a construção do sujeito ecológico, mediante a construção de Novas Salas Verdes. Consideramos que a existência de uma articulação por meio de acordo de cooperação entre o governo federal e estadual, tem contribuído com o avanço significativo de políticas públicas ambientais, em escala municipal de Sergipe, mobilizadas através de reuniões de divulgação, reunião de apoio pedagógico, curso de Educação à Distância e momento presencial para construção de novas salas verdes. Assim, a pesquisa trouxe enquanto questão central a reflexão sobre a eficiência do Projeto Sala Verde, enquanto política de Educação Ambiental, no processo de sensibilização do Sujeito Ecológico. O método que a orientou foi pautado nas análises dialéticas, o caminho metodológico na abordagem quali-quantitativa, com técnicas de coleta dos dados, a partir de pesquisa documental, bibliográfica, observação simples, entrevistas semiestruturadas e questões norteadoras. A metodologia utilizada na pesquisa de intervenção foram Oficinas Pedagógicas para a formação continuada dos gestores ambientais municipais das Novas Salas Verdes em Sergipe. Dessa forma, em nossas considerações finais, ponderamos que 30% dos gestores das Novas Salas Verdes são sujeitos ecológicos, pois se identificam com o ideário ecológico e que, portanto, assumiram os valores ecológicos em suas vidas sendo sujeitos da ação socioambiental, e acreditam na possibilidade de mudanças coletivas, sociais e planetárias para um novo patamar societário. Denotando partilharem da corrente de Educação Ambiental crítica politizando a problemática socioambiental em sua complexidade, entendendo que a participação social e o exercício da cidadania são práticas indissociáveis da educação ambiental, buscando a autonomia e liberdades humanas em sociedade redefinindo o modo como nos relacionamos com a nossa espécie, com as demais espécies e com o planeta. E enquanto educadores ambientais em suas práticas pedagógicas disseminam, estimulam e sensibilizam para a construção de uma conscientização acerca dos ideais ecológicos, justamente contribuindo para a formação de uma atitude ecológica e, consequentemente, para a formação do sujeito ecológico nos municípios sergipanos. E como produto final dessa dissertação, foi elaborada uma Cartilha Eletrônica de Educação Ambiental para os municípios, com a proposta do Projeto Sala Verde em Sergipe e os demais municípios sergipanos.

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