COMIDAS QUE CONTAM HISTÓRIAS E ALIMENTAM A ALMA: OS MATOS DECOMER NA COMUNIDADE RIACHO DAS PALMEIRAS, SEABRA-BA

ANIZIA SANTOS NASCIMENTO
ANIZIA SANTOS NASCIMENTO

Autor(a):

ANIZIA SANTOS NASCIMENTO
Ano de defesa:
2026
Linha de Pesquisa:
Ambiente e Sociedade
Projeto Estruturante:
Comunidade, saúde e ambiente
Instituição Associada:
UEFS
Resumo:
Este estudo aborda a cultura alimentar tradicional na comunidade de Riacho das Palmeiras, Seabra–BA, que faz parte do território da Chapada Diamantina, caracterizada pela agrobiodiversidade e saberes ancestrais. O contexto é de substituição da alimentação tradicional, os matos de comer pela introdução hegemônica de alimentos industrializados, ameaçando a conservação dos saberes entre gerações. A problemática é demonstrada pela questão norteadora: como a cultura dos matos de comer pode contribuir para a valorização dos saberes ancestrais conservação ambiental, e promover a soberania e segurança alimentar na comunidade de Riacho das Palmeiras? Em face disto, o objetivo da pesquisa consistiu em analisar a relação da comunidade com a cultura dos matos de comer. O estudo possui uma natureza qualitativa,sua base teórica e metodológica está sustentada na pesquisa participante, garantindo o protagonismo dos sujeitos. Os conceitos-chave debatidos incluem os matos de comer, soberania e segurança alimentar, afetividade e territorialidade. O arcabouço teórico é sustentado por autores como Freire (1987), Brandão (2006) e Thiollent (1999) que abordam sobre a educação popular, e Kinupp e Brack sobre as plantas da agrobiodiversidade. O percurso metodológico se desdobrou em oito etapas sequenciais, utilizando como principais instrumentos a análise documental (atas e imagens da associação), rodas de conversa para diagnóstico de conhecimentos e a oficina de produção de receitas, complementadas por visitas aos quintais produtivos. Como resultados, foram constatados que os saberes ancestrais envolvidos na culinária dos matos de comer atuam como memórias vivas de práticas alimentares e transmissão de saberes intergeracionais, o que implica na continuidade dessas práticas culturais como mais frequência no cotidiano da comunidade. O manejo dessas plantas promove a conservação e recuperação de solos degradados e a manutenção da biodiversidade local. O consumo dos matos de comer contribui para diversificação do prato com recursoslocais reduzindo a dependência de alimentos industrializados e padronizados o que contribui para um sistema resiliente e autônomo promovendo a soberania e segurança alimentar.

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