A INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE AS DISCIPLINAS DE QUÍMICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: CONTRIBUIÇÕES NA EMANCIPAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE ANTONINA – PR

JULIANA MICHELLE PARDO
JULIANA MICHELLE PARDO

Autor(a):

JULIANA MICHELLE PARDO
Ano de defesa:
2025
Linha de Pesquisa:
Ambiente e Sociedade
Projeto Estruturante:
Instituições e ambiente
Instituição Associada:
UFPR
Resumo:
Esta pesquisa investiga as possibilidades de superação das limitações impostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao ensino de Química no Ensino Médio Integrado, por meio da construção e aplicação de uma sequência didática interdisciplinar, articulando conteúdos químicos à Educação Ambiental e à Agroecologia. A partir da escuta das concepções iniciais dos estudantes de duas turmas do curso técnico em Agronegócio, foram diagnosticadas visões fragmentadas e descontextualizadas sobre os conteúdos de Química, bem como a presença de discursos naturalizados sobre práticas agrícolas convencionais. Com base nesse diagnóstico, elaborou-se uma sequência didática com atividades teóricas, práticas experimentais, visitas técnicas e momentos de diálogo, ancorada nos pressupostos da pedagogia freiriana. O objetivo foi promover a apropriação crítica dos conhecimentos químicos e sua aplicação em contextos reais, com foco na sustentabilidade e na justiça socioambiental. A metodologia incluiu a análise temática e dialógica das falas dos estudantes, tanto no diagnóstico quanto na avaliação formativa, possibilitando a identificação de deslocamentos conceituais e da emergência de novos sentidos. Os resultados evidenciam que a proposta pedagógica favoreceu a compreensão das funções inorgânicas e orgânicas aplicadas ao manejo do solo, à produção de biofertilizantes e ao controle natural de pragas, revelando um processo formativo que articula saberes científicos e populares. Conclui-se que a Química, quando ensinada de forma contextualizada e interdisciplinar, pode tornar-se uma ferramenta de leitura crítica da realidade e de transformação social. Esta experiência, situada no território do litoral paranaense, demonstra que é possível ressignificar o currículo a partir das necessidades e realidades dos sujeitos, contribuindo para a construção de uma educação científica emancipadora.

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