O JARDIM SENSORIAL COMO ESPAÇO DE VIVÊNCIAS PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

SOLANGE DO ROCIO DA SILVA AUGUSTO
SOLANGE DO ROCIO DA SILVA AUGUSTO

Autor(a):

SOLANGE DO ROCIO DA SILVA AUGUSTO
Ano de defesa:
2025
Orientador(a):
DANIELLE MARAFON
Linha de Pesquisa:
Ambiente e Sociedade
Projeto Estruturante:
Epistemologias, diversidades e formação humana
Instituição Associada:
UFPR
Resumo:
O presente estudo investiga os benefícios do Jardim Sensorial como espaço de vivências para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando sua relevância no contexto da educação inclusiva e sua potencialidade enquanto estratégia pedagógica inovadora. O Problema da Pesquisa tem o questionamento: “Como o Jardim Sensorial, enquanto espaço de vivências, poderá estimular crianças autistas em suas dificuldades sensoriais em um ambiente Educacional Especializado? As crianças com TEA apresentam particularidades no processamento sensorial, comunicação e interação social, tornando essencial a adaptação do ambiente escolar para atender às suas necessidades. Nesse sentido, o Jardim Sensorial emerge como um espaço estruturado capaz de proporcionar estímulos multissensoriais organizados e adequados, promovendo não apenas o desenvolvimento cognitivo, mas também o equilíbrio emocional e a melhoria das habilidades sociais desses alunos. O presente estudo investiga, por meio de pesquisa bibliográfica, os benefícios do Jardim Sensorial como espaço de vivências para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando sua relevância no contexto da educação inclusiva e seu potencial enquanto estratégia pedagógica inovadora. A análise da literatura especializada, artigos científicos e dissertações sobre jardins sensoriais e inclusão evidencia as contribuições desse recurso para o bem-estar e a aprendizagem de crianças autistas, além de apontar lacunas que podem orientar futuras investigações. Sugerimos na pesquisa a possibilidade de implantação de uma proposta de um projeto no CAEP Professora Marilene Scrippe, com a construção de um Jardim Sensorial voltado para crianças autistas, visando a criação de um ambiente acessível e estimulante, que favoreça o desenvolvimento sensorial e o aprendizado por meio da interação com a natureza e diferentes estímulos sensoriais. A síntese dos estudos demonstra que o Jardim Sensorial se revela como uma estratégia pedagógica com possibilidade de oferecer experiências multissensoriais organizadas, que colaboram para a regulação sensorial, a ampliação da comunicação e o fortalecimento das interações sociais de estudantes com TEA. Ao reunir evidências sobre essa prática, a pesquisa contribui para subsidiar professores, terapeutas e gestores escolares na implementação de ambientes mais inclusivos, reforçando a importância de abordagens que articulem a natureza, a sensorialidade e a aprendizagem no âmbito da educação especial.

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